To pensando em mudar o nome do blog pra...
VERMELHO - a a única coisa em comum entre meu humor, minha ideologia, minha tpm e minha conta bancária.
¿Les parece?
Feito pra me perder em mim mesma. Em si mesmo. Enfim, feito pra se perder e fim.
VERMELHO - a a única coisa em comum entre meu humor, minha ideologia, minha tpm e minha conta bancária.
¿Les parece?
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Tati Bertolucci
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17:23
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percebi que já faz quase um mês que não escrevo... e devo continuar assim até meio ou fim de junho, quando termino de entregar os 10 (sim, dez não é exagero) trabalhos que tenho pro mestrado...
Enquanto isso, breve lista para identificar quando o $$ realmente ta acabando:
- Você se auto corta o seu cabelo a si mesmo (também se auto faz a unha, a sombrancelha, a depilação...)
- Você se auto faz comida todos os dias e leva marmita pra universidade
- A última coisa que você comprou foi um sapato de 15 euros pra poder trabalhar como recepcionista de congresso e ganhar 60.
- Você percebe que comer no Mc Donalds é um luxo ao qual você não pode (bom, também não quer) se dar
- Bebe menos breja porque menos breja é igual a menos gasto.
- A saída de fim de semana é caminhar pela cidade levando água na mochila e tomando a velha breja só quando chega em casa.
- A última vez que comeu carne boa foi porque alguém te convidou (brigado!)
- Utiliza a tática de não levar dinheiro na carteira. Quem não tem dinheiro não gasta!
Se você apresenta 3 ou mais sintomas, amigo... ou você é mão de vaca pra caraleo ou tá pobre que nem eu...
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Tati Bertolucci
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16:57
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Nunca ter sido roubada em São Paulo em 23 anos e em 6 meses ser roubada duas vezes em Madrid não te parece ironico? A mim parece.
Duas linhas pelo dia cinza, a chuva, o roubo e o consequente mau humor. Cem linhas a serem escritas sobre a felicidade de rever após 6 meses a melhor amiga irmã...
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Tati Bertolucci
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19:59
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"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei"
Se caem os reis,
se se fazem ruínas as camas,
se Pasárgada já não está?
Minha Pasárgada eu sei, não se conjuga no pretérito de vir,
nem no futuro de regressar,
se conjuga na pretensão do verbo ir,
na projeção do existir
e na hipótese de chegar.
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Tati Bertolucci
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18:16
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Do mestrado:
- 6 matérias em andamento (outras muitas já completadas)
- 9 trabalhos finais a entregar
- Média de leitura semanal (pedida e não completada): 200 páginas
- A data do fim? (do primeiro ano) 18 de junho
Do trabalho (intelectual e braçal x semana):
- 22 horas de aula
- 18 horas de trabalho na universidade durante a semana
- 20 horas de trabalho no fim de semana
Total:60 horas
Faltando: horas de leitura e de realização dos trabalhos do mestrado
Gastos (mensais):
- 350 euros de aluguel
- 50 euros de gastos com luz, água, gás e telefone
- 100 euros de mercado
- 10 de celular (sim sou pré pago pai de santo)
- 30 euros de cópias (imagina o quanto eu to lendo)
- 60 euros de transporte
- 0 euros da breja
Alguém bom de matemática faz as contas, monta as derivadas e me passa a cola com a reolução do problema?????
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Tati Bertolucci
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18:00
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Plageando o blog de um quase irmão que também esteve viajando (por 3 meses) e há muito pouco voltou à "pátria amada idolatrada, salve, salve" deixo aqui uma listinha pra lá de saudosa:
Há 6 meses eu não:
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Tati Bertolucci
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16:30
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Com todas as impressões possíveis voltei do Marrocos. Impossível fazer uma viagem pra um mundo tão distinto sem voltar sentindo-se algo diferente. Impossível não perceber os olhos cheios das tantas cores, o nariz sensibilizado pelos cheiros que invadem as ruas das Medinas e o estômago revolto.
Os olhos começaram maravilhados por Chaouen. Em alguma poesia deveriam escrever sobre essa cidade que veste a cidade de azul e branco pelo céu e pela água, que pinta suas casas na véspera da festa do profeta, com gentes tão distintas e amáveis que te convidam para tomar chá de menta em qualquer momento, por arábes que contam histórias de mundos difíceis e imaginar
Dois dias depois partíamos para fez, eu feliz, com o mundo a ser descoberto na primeira cidade imperial do país e com o fato de o Marrocos ter fruta boa e barata como a nossa, de tomar café da manhã com suco de laranja (com bananas ou morangos), pão quentinho, torradas e mel.
Fez foi o encontro dos olhos maravilhados, o nariz reativado (imaginem a alérgica na loja de especiarias) e o estômago revolto (explicado em capítulo a parte). Fez tem uma medina do século 9 e o "bairro novo" é do século 14. A medina tem 18 portões (acho), 9000 ruas e 200 bairros. Sim, temque visitar com guia. Um guia simpático que em inglês marroquinho ía contando a história da cidade, mostrando a primeira universidade do mundo, me convencendo de que tudo foi inventado pelos árabes (teoria da Acácia confirmada na viagem).
As maiores impressões no entanto não vinham das palavras do guia, se não dos olhares e das reações das pessoas. Mulheres que se escondiam das câmeras fotográficas, homem que comiam com os olhos as turistas "desnudas" caminhando pelas ruas, os gritos de "sai da frente" quando um homem comandando um carro com mula passava pelas ruas da medina (as mulas, se param, demoram a voltar a andar), as negociações intermináveis e incansáveis com cada vendedor, os olhos de cada artesão, o cheiro e o sabor de cada comida...
O guia foi insuportável e nos levou em cada lojinha comissionada que pode, mas isso fica para um capítulo a parte.
A quarta feira foi um desastre bem acabado. Acordamos e no ônibus descobriram que tinham esquecido 3 atrasadas no hotel, enquanto essas chegavam uma quarta desmaia e atrasa a viagem por mais uma hora e meia. Enquanto as três atrasadas nos encontravam e a desmaiada ía para o hospital descobrimos que a estrada que levava à cidade a que íamos estava danificada porque havia nevado e muito. Mudança de planos íamos pra outra cidade.
Chovia torrencialmente e fazia um frio de gelar o último pelo do ... (corpo), quando chegamos à Volubilis. Capital do Império Romano no Norte da África, uma das ruinas mais conservadas do mesmo império. Ao pisar no meio da cidade romana, um arrepio na espinha que não era causado pela chuva ou o frio. A sorte de estar perto de um historiador, e a sensação de andar no tempo já existente pela medina de Fez se intensifica. Indescritível, indiscutível e inegável. Volubilis foi o dia de sorte da viagem, com todos os contratempos do mundo.
Finalmente chegamos última cidade, Asilah, que é linda, mas de praia, cá entre nós, a Bahia entende muito mais... assim que a deixo com um único comentário, a praia era linda, mas estava tão suja que me dava medo de por o pé no chão.
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Tati Bertolucci
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16:55
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Fonte:Diccionario general de la Lengua Española, Ed. Larousse.