22 outubro 2007

Jorge Drexler - Todo se transforma

Post abaixo!!!

Todo se transforma

O silêncio não é mais proposital, confesso. E dou como desculpa a correria falsa do dia a dia para a verdadeira falta de vontade de sentar pra escrever. Que não se tome por falta de assuntos ou sentimentos, que sentimentos tenho todos, vazando pelos poros... talvez seja algum tipo de cansaço mental estagnador por alguns segundos. Mas para não dizer que não falei de flores, deixo uma música que tem sido tema dos meus dias... Entre outros e principalmente por sua leveza.



Todo se transforma - Jorge Drexler

Tu beso se hizo calor,
luego el calor, movimiento,
luego gota de sudor
que se hizo vapor, luego viento
que en un rincón de La Rioja
movió el aspa de un molino
mientras se pisaba el vino
que bebió tu boca roja.

Tu boca roja en la mía,
la copa que gira en mi mano,
y mientras el vino caía
supe que de algún lejano
rincón de otra galaxia,
el amor que me darías,
transformado, volvería
un día a darte las gracias.

Cada uno da lo que recibe
y luego recibe lo que da,
nada es más simple,
no hay otra norma:
nada se pierde,
todo se transforma.

El vino que pagué yo,
con aquel euro italiano
que había estado en un vagón
antes de estar en mi mano,
y antes de eso en Torino,
y antes de Torino, en Prato,
donde hicieron mi zapato
sobre el que caería el vino.

Zapato que en unas horas
buscaré bajo tu cama
con las luces de la aurora,
junto a tus sandalias planas
que compraste aquella vez
en Salvador de Bahía,
donde a otro diste el amor
que hoy yo te devolvería......

Cada uno da lo que recibe
y luego recibe lo que da,
nada es más simple,
no hay otra norma:
nada se pierde,
todo se transforma.

24 setembro 2007

Pela volta

ao blog, à Madrid, ao extrañamiento...

Yo adivino el parpadeo
de las luces que a lo lejos van
marcando mi retorno
son las mismas que alumbraron
con sus pálidos reflejos
hondas horas de dolor
y aunque no quise el regreso
siempre se vuelve al primer amor
la quieta calle, que en el eco dijo
tuya es mi vida, tuyo es mi querer
bajo el burlón mirar de las estrellas
que con indiferencia hoy me ven volver
Volver con la frente marchita
las nieves del tiempo, platearon mi sien
sentir que es un soplo la vida,
que 20 años no es nada
que febril la mirada
errante en la sombra te busca y te nombra
Vivir,con el alma aferrada a un dulce recuerdo que lloro otra vez.
Tengo miedo el encuentro con el pasado
que vuelve a enfrentarse con mi vida
tengo miedo de las noches que pobladas
de recuerdos encadenan mi llorar,
pero el viajero que huye,
tarde o temprano detiene su andar
y aunque el olvido que todo destruye
haya matado mi vieja ilusión
Queda escondida una esperanza humilde
que es toda la fortuna de mi corazón.
Volver con la frente marchita
las nieves del tiempo, platearon mi sien
sentir que es un soplo la vida,
que 20 años no es nada
que febril la mirada
errante en la sombra te busca y te nombra
Vivir,con el alma aferrada a un dulce recuerdo que lloro otra vez.
Vivir,con el alma aferrada a un dulce recuerdo que lloro otra vez.

14 agosto 2007

Silêncio

Sigo em silêncio e as postagens são cada vez mais esparsas. Culpa do homem ou de Deus, não faz a menor diferença. A sensação de voltar é tão atordoadora que me causa uma única reação. O silêncio. Os milhares de perguntas, comentários, dúvidas, me causam a mesma reação, o silêncio.
Não creiam que é desamor ou desavença. Estou feliz de fato no meio de tanto barulho. O amor pode ser assim, ruidoso. O amor de uma família metade italiana, metade portuguesa e com tudo de brasileiro que se podia ter é definitivamente assim, ruidoso.
Talvez seja porque adquiriu caráter proibitivo. Tudo posso aqui, pela volta, menos manter o silêncio. O ruído de alegrias e as curiosidades me impedem. E por isso, em ato de rebeldia, o farei no único lugar que posso: aqui. Até mudança de fase, sigo assim, em silêncio.


ps:silêncio inspirado pelo silêncio de outra pessoa o da minha irmã.

25 julho 2007

Vazia de paz

queria descrever a felicidade como parece que sei descrever a tristeza. mas a felicidade não me parece poetica, ou seria incompetencia de quem escreve? ainda assim ficam as intenções

Estou em paz. e a paz é vazia.
Não vazia dos enormes buracos negros
que nos tomam em tormentas,
cheios de medos, de aflições,
de desesperos.
Esse buraco de conturbações que nos consome diariamente...
A paz é um completo vazio das angústias,
a inundação do nada.
Quando as preocupações são prazerosas,
as revoltas sadias
e os motivos satisfatórios.
Paz é a não excitação demasiada,
a não euforia.
Paz é a sensação de estar no lugar certo,
na hora correta,
fazendo da sua vida aquilo que você pode escolher.

21 julho 2007

É a setorização do inferno

E não é que o homi desceu mesmo? Desceu não subiu, de cargo, foi promovido a braço direito do Tinhoso, parece que o último que baixou já não tava dando conta do mundo todo. Andam dizendo por aí que o Coisa Ruim resolveu setorizar o inferno. E faltava gente pra divisão de assuntos Terceiro Mundistas. Dizem, só dizem, que a setorização do inferno já tem organograma definido.... e que a coisa fica mais ou menos assim:
(PARA MELHOR VISUALIZAÇÃO CLIQUE SOBRE A IMAGEM)


O Bush entra que parece que esse transita entre a Terra e o Inferno, mas nunca nem passou perto das portas do céu. (E tem tentado, foi esses dias que decretou que a CIA não pode matar nem torturar ninguém em interrogatório e assumiu que tem prisões secretas pelo mundo... jisuis). Parece também que o Tinhoso tá é invocado com o Georgito, que quer disputar o poder e interferir no mundo todo. Andou mexendo no dólar pra ver se o homem pára, mas ainda não surtiu efeitos... já já contata o Bin Laden (dizem que ess é parte do exército do Tinhoso pra qualquer assunto) pra ver se acalma o Bush.

De qualquer maneira, Antônio Carlos Magalhães (vulgo ACM, Toninho Malvadeza ou só u hómi memo) que um dia cuidou só da Bahia, conseguiu cuidar do Brasil e agora está encarregado de TODO o terceiro mundo (que Deus ajude os Asiáticos e os Africanos, os Brasileiros tiveram sua chance) e deixou por aqui o filho (ACM Junior) pra cuidar do senado, além de toda uma escola de Malvadeza.

Pior é que em tempos de crise aéra e acidente da TAM não dá nem pra usar a piada pronta, "o último que sair que apague a luz do aeroporto".

15 julho 2007

Como Caetanear o que há de bom

Acordo, já não era um dia qualquer, um sábado, de verão de julho de férias em Madrid. No dia anterior visitamos amigos e vimos a estréia de Harry Potter, que por incrível que pareça é mesmo incrível. Mas nada disso importava.
Era o sábado. 14 de julho. Verão em Madrid.
Comemos comida equatoriana durante o dia, bananas verdes fritas com cream cheese (patacones) caldo de peixe, camarões, mandioca, cebola, pimentões e molho (não consigo lembrar o nome agora).
Saímos cedo, pegamos o trem e chegamos no polideportivo de Villalba antes das 8 da noite. Alguma fila na porta do estádio e nossa preocupação era conseguir pegar os ingressos comprados na internet, primeiro mundo espanhol, essas coisas não funcionam tão bem. Tanto que quando conseguimos pegar os ingressos os portões já estavam abrindo e eram 9:10.
Sentamos na terceira fila, ao lado de um conhecido na fila de espera, um brasileiro de vida na inglaterra que estava ali para conhecer mais da "sua cultura" e nunca tinha ouvido falar no dito cujo.
Estávamos atrás da fileira de artistas do lado esquerdo. E não podia ser, na fila dos artistas do lado direito chega ninguém mais ninguém menos que Pedro Almodóvar. Assim em carne osso pele e cabelos (organizadamente bagunçados) e a poucos metros de mim.
Isso ainda eram 9:45 e o melhor não tinha começado.

Deveriam ser 10:20 quando sobe no palco Caetano, com seu violão um banquinho e um microfone. Mas é só isso mesmo? Sem banda? sim. Caetano, sentando em um banquinho, com o violão e quase sem programação de show.

Depois de ser alguns minutos ovacionado pelo público espanhol (que definitivamente lhe guarda muito carinho) começa com "Desde que o samba é samba", suave, calmo e tranquilo. Logo depois canta "Volver" e termina com, "é claro, dedicada a Pedro" (Amodóvar, aquele que estava a poucos metros). Continua com clássicos e músicas do Fina Estampa, em resposta ao público espanhol que aplaudia alucinado a cada fim de canção. Não era pra menos, ao vivo Caetano é ainda melhor. Ao vivo, só com o violão e cantando o que ele queria (literalmente dizia que não estava pensando em cantar alguma canção, mas deu vontade), ainda melhor. Caetano é lindo até nos erros. E errou ao cantar O Estrangeiro, Não Enche e até no bis, em Sozinho errou uns acordes. E foi lindo.
E tocou Você é Linda, Qualquer Coisa, Menino do Rio, Leãozinho, Cucurrucucu Paloma, Coração Vagabundo (pra mim momento de total êxtasi), Sampa, uma de Ari sobre a Bahia,Terra,Odeio e Não Me Arrependo, do último CD, Cajuína,Lua de São Jorge,Tonada de la Luna Llena,Luz do Sol ... e muito, uma hora e quarenta, quase duas... e foi lindo.
O que esse homem pode fazer com a voz com o violão e com o público... Ele fez um estádio de futebol virar uma coisa íntima. Me fez chorar.

Enfim, divino. Caetano acaba de subir ao lado de Chico na minha qualificação de divino.

Amém.